Semana passada eu postei uma foto no minha Instagram (@marinarezendeblog) amamentando a Rafaela e decidi escrever este post contando minha experiência desde o nascimento dela até hoje, incluindo as minhas dicas de amamentação.

Quando engravidei, ou quando a Rafa estava próxima de nascer, juro que nunca fiquei encanada com a amamentação. No fundo acho que eu sabia que seria um processo natural da maternidade e que não teria dificuldade. Aquela coisa né… Quando a gente fica preocupada com algum assunto, aí que ele se torna mais complicado.

Nunca pensei que fosse ter dores, mastite, pouco leite ou outras barreiras que as mães encontram. Nem quis fazer curso de amamentação, etc e tal. Não quero me gabar, de forma alguma, pelo contrário, sou humana e estou sujeita a qualquer dificuldade na vida. Mas não pensar no lado negativo da amamentação ajudou muito a ter uma relação saudável com essa questão. A única preparação que tive foi tomar sol nas mamas 15 minutos por dia, para calejar os bicos.

Tive colostro ainda no sexto mês de gravidez. No dia do parto, depois que a Rafaela nasceu, mesmo com cesárea, meu leite desceu rápido (no mesmo dia) e, com a orientação de uma enfermeira consegui amamentar minha pequena de forma tranquila. Depois disso, foi tudo maravilhoso também.

No dia que a Rafaela nasceu, a enfermeira da maternidade me orientou algumas técnicas básicas, como a pega certa e a posição do bebê
No dia que a Rafaela nasceu, a enfermeira da maternidade me orientou algumas técnicas básicas, como a pega certa e a posição do bebê

Posso pontuar alguns poucos momentos que fiquei preocupada, mas que contornei numa boa:

  • Dor leve nos bicos, que passou rápido (nos primeiros 15 dias);
  • Peito cheio demais, com muito leite;
  • Peito vazio demais, com pouco leite, mas que na verdade era o suficiente para a Rafaela;
  • Fase em que ela engasgava em toda mamada (por volta dos 2 meses);
  • Fase em que ela ficava agitada nas mamadas devido ao sistema gastrointestinal (no terceiro mês). Ou seja, ela tinha cólicas e espasmos enquanto mamava. Eu brincava que ela parecia estar sobre um touro-mecânico.

Pronto, depois disso eu e a Rafaela aprendemos o “caminho das pedras” na amamentação. Ela como consumidora e eu como provedora rsrsrs… As mamadas (que já eram prazerosas mesmo com alguns percalços) ficaram ainda melhores! Fomos acertando os intervalos e ela mamava na quantidade que se sentia satisfeita. De seis vezes por dia, fomos diminuindo as mamadas conforme foi sendo introduzida a alimentação sólida. Naturalmente, sempre. Sem forçar nada, no tempo e necessidade dela.

Nesta foto a Rafaela tinha acabado de completar 3 meses
Nesta foto a Rafaela tinha acabado de completar 3 meses

Em nenhum momento dei fórmula para a Rafaela. Não porque eu não quis, mas porque não precisava (a cada visita ao pediatra, estava nítido que o leite materno estava suficiente, pois ela ganhava peso além da média). Até hoje, ela nunca mamou na mamadeira (nem meu leite, nem fórmula, como já disse). Isso também se deve à minha constante presença. Seja qual fosse meu compromisso ou estado de saúde (estive resfriada duas vezes), nunca deixei de amamentar.

Hoje vejo que sou muito feliz, sortuda e dedicada em relação à amamentação:

  • Com 10 meses e 20 dias ela mama 3x por dia (6h30, 12h30, 20h30) só no peito;
  • Me mordeu uma única vez (ela tem 6 dentes);
  • Quando eu falo a palavra “mamar” ela fica mega feliz;
  • Depois que mama, me olha  abre um sorriso maravilhoso;
  • Tenho muito leite ainda. Minha produção se adequou à demanda dela (o pediatra sempre me disse isso), tá aí outro aspecto natural da coisa;

Agora algumas dicas para sucesso na amamentação, conforme o que vivi:

  • Evite amamentar em público ou na frente de pessoas que não são íntimas. Eu, por exemplo, amamento sempre em um lugar tranquilo (poltrona no quarto da Rafa) e poucas pessoas me viram amamentar (MULHERES da família e melhores amigas). Se estiver fora de casa, vou para um canto bem reservado e quieto. Tente ficar apenas você e seu bebê enquanto amamenta, sem conversar com outra pessoa. Lembre-se de que é um momento único e especial para vocês;
  • Respeite as necessidades do bebê. Ele vai mamar o tempo e quantidade que precisar e quiser. Por isso não precisa ficar neurótica com o tempo de mamada, etc;
  • Falando em tempo, a média em que o bebê de fato MAMA é 15 a 20 minutos (alguns menos que isso). Acima disso, ele estará chupetando (o que é uma delícia para ele, mas não para você). Tente tirar o bebê do peito quando perceber que ele não está mais engolindo leite;
  • Não se desespere! A mulher aprende a amamentar quando nasce seu filho. Orientação e ajuda para as técnicas são importantes, mas não fundamentais, porque nosso instinto materno nos ensina a amamentar da forma correta. Afinal, somos mamíferos e as mulheres já nascem sabendo amamentar. É da nossa natureza;
  • O leite materno NÃO é fraco! O que existe são bebês gulosos rsrsrs. A indústria de fórmulas que sai ganhando com isso, porque o fato é que os leites artificiais têm mais sustância para os bebês, o que faz com que eles fiquem saciados por mais tempo;
  • Faça livre demanda durante o dia, mas tentando dar um intervalo de no mínimo 1h30 entre as mamadas, nas primeiras semanas de vida do bebê. Isso quem me orientou foi a enfermeira que ficava comigo a noite. Sou a favor de livre demanda no começo e acho que muitas vezes o bebê quer mais o aconchego da mãe do que o leite em si. Mas com o tempo tente espaçar mais as mamadas;
  • Quanto mais o bebê mama durante o dia, menos ele vai mamar a noite. Mais um motivo para a livre demanda durante o dia;
  • Depois que o bebê passa a ganhar peso, não é preciso amamentá-lo de 3 em 3 horas A NOITE. Caso ele acorde, peça para o pai ou outra pessoa ninar. Se assim não adiantar, aí sim a mãe deve dar o mamá;
  • Enquanto amamentar, faça carinho no bebê, converse baixinho com ele e passe segurança e tranquilidade.
Foto atual, a que postei no Instagram. Muito amor!
Foto atual, a que postei no Instagram. Muito amor!

Mamães e futuras mamães, espero que eu tenha ajudado com essas dicas e informações. Antes que me perguntem, pretendo amamentar até o meio deste ano. Depois vou começar a introduzir o leite artificial aos poucos.

Como eu já disse no post do Instagram, sou super a favor da amamentação, mas também respeito as mulheres que não querem ou não podem se dedicar a isso. Cada uma sabe de suas dificuldades, facilidades, limitações e vontades. O importante é ser feliz e o bebê crescer saudável, seja com leite de peito, de mamadeira, de lata, do que for! Rsrs.

Boa semana!

Beijos

 

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