Ontem fui assistir ao filme Cinderela, da Disney, que acabou de estreiar nos cinemas do Brasil. Sempre fui apaixonada por essa clássica história, de 1950 – amaaaaava o desenho -, e foi muito bom assistí-la em uma produção tão bem feita e relembrar a magia deste conto de fadas. Fui com minha mãe em uma sessão no fim de tarde, da sala VIP do Cinépolis do Iguatemi Ribeirão Preto. Gente, que delícia essa sala! Vale a pena! Confiram aqui a programação completa dos filmes.

Cinderela é um dos contos de fadas mais populares da humanidade. A versão mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado La Gatta Cenerentola (“A gata borralheira”). Existe também a dos Irmãos Grimm, semelhante à de Charles Perrault. Nesta, porém, não há fada-madrinha e quem realiza o desejo de Cinderela ir ao baile são os pombos e a árvore que crescem no túmulo de sua mãe. No final, as irmãs malvadas ficam cegas ao terem seus olhos furados por pombos. Segundo outras versões a figura da fada madrinha na verdade é o espírito da falecida mãe da própria protagonista que trazia um vestido do céu para Cinderela usar no baile.

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A versão do filme conta a história de Ella (Lily James), uma menina filha de um casal bem de vida, porém sem títulos de nobreza. São muito felizes, apesar de o pai da garota viajar muito a trabalho. Um dia a mãe de Ella falece e seu pai se casa novamente com uma mulher arrogante, porém refinada, a Lady Tremaine (Kate Blanchett), que leva suas duas filhas fúteis e burras para morarem todos juntos. Um dia o pai de Ella também morre e a garota se vê cercada por cobras (madrasta e irmãs postiças), que por estarem falidas precisam dispensar todos os funcionários da casa e fazem dela uma empregada. E as maldades continuam, como todos já sabem, até o grande Baile, onde Ella encontra sua fada madrinha e também perde seu sapatinho de cristal. Mas antes disso muita coisa acontece – o que não vou contar aqui, né? Rsrsrs

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O interessante é que por trás deste conto de fadas, existe uma verdadeira lição – a bondade e gentileza sempre vencem. E cedo ou tarde as pessoas pagam pelos males que cometem.

Uma curiosidade: Sabem de onde vem o nome “Cinderela”? De “cinder” (cinzas, brasa) + “Ella”, o nome da personagem. Isso faz menção ao “Gata Borralheira”. Legal, né? Fiquei sabendo no filme.. rsrsrs

Gostei tanto deste filme por isso resolvi listar 12 motivos para vocês assistirem:

1- É uma história que gera esperança: A bondade e pureza de Cinderela, que apesar disso é muito inteligente e esperta, nos inspira para enxergar um mundo melhor, mais cor-de-rosa mesmo.

2- O príncipe: Nunca vi príncipe com tanta cara de príncipe! rsrsrs O ator Richard Madden arrasou no papel de apaixonado, com aqueles olhos azuis hipnotizantes.

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3- Kate Blanchett: No papel da madrasta, Lady Tremaine, a atriz (como sempre) deu show de atuação.

4- Figurino: Me encantei com as peças únicas e maravilhosas usadas principalmente pela madrasta. Detalhes incríveis como os acessórios de cabeça e cabelos e os vestidos ricos em cores e bordados, que equilibram glamour e maldade. Já as irmãs postiças de Ella, Anastácia e Drisella, usam e abusam de looks florais exagerados e muitos cachos. Não à toa, a figurinista Sandy Powell ganhou Oscar.

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5- O vestido de Cinderela: Magnífico, o vestido que Ella usou para ir ao grande baile teve mais de 240 metros de tecido, além de 10 mil cristais Swarovski. E foram feitas 9 cópias da peça para que estivesse perfeito nas gravações. O movimento do vestido quando a personagem se movimenta – por exemplo no momento da dança – é incrível! Mas confesso que preferi o vestido da última cena do filme, o qual não vou mostrar aqui para não perder a graça, tá? Vocês terão que assistir para ver.. hehehhe..

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6- Cenários: Lugares paradisíacos serviram de locação das filmagens, com paisagens de tirar o fôlego.

7- O bem vence o mal: Como falei acima, o filme deixa uma lição de que honestidade, gentileza e alegria vencem o mal e envolvem as pessoas ao redor. Ella, mesmo triste e cansada, sempre mantem um sorriso no rosto e o canto.

8- Paixão por animais: Ella é uma menina que ama a natureza e toda a pureza proporcionada pela relação com animais. 

9- Amor a primeira vista: Sim, este tipo de amor pode existir, por que não? Quando dois corações se encontram de forma verdadeira, não há nada que impeça um casal de ficar juntos e serem felizes.

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10- Fada madrinha: Sim, eu acredito em anjos da guarda e que existem sempre boas almas acompanhando e abençoando os passos das pessoas boas. São aqueles “sinais” que às vezes recebemos e aquelas luzes que enxergamos para tomarmos as melhores decisões.

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11- Beleza que vem de dentro: A personagem Bella não tem a perfeição de uma princesa. Seus olhos são pretos como jabuticaba (não azuis ou verdes), seus traços são engraçadinhos, mas não perfeitos. Porém, ela transmite uma beleza inigualável, que vem de dentro e aflora.

12- Relações familiares: O filme mostra que valores e bons exemplos são fundamentais para a criação de um ser humano na família. A relação de Ella com seus pais, quando ainda eram vivos, é de carinho, amor e respeito extremos. E isso fez dela uma mulher exemplar – bondosa, inteligente, amorosa e batalhadora. 

Bom, espero que vocês assistam e gostem deste conto de fadas! É um filme leve, envolvente, que passa lições importantes e que agrada todas as idades. Amei!

Beijos

 

 

 

A direção é de Kenneth Branagh.

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