Quando falamos em usar preservativos, muita gente faz referência somente à prevenção de gravidez. E esquecem dos riscos de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis quando não se usa a camisinha.

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) podem ser muito perigosa não apenas para a região íntima das mulheres, mas para sua saúde como um todo.

As DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) são infecções causadas por fungos, bactérias ou protozoários, transmitidas por contato sexual. Por se tratarem de inúmeras formas de organismos e tipos variados de doenças, podem se apresentar de diferentes maneiras, podendo até não ter sintomas.

Em geral, os principais sintomas são: corrimento vaginal, uretral ou peniano, úlceras genitais, sangramentos (sobretudo vaginal), dor pélvica e até mesmo febre e linfoadenopatia – processos que afetam os nódulos linfáticos, responsáveis pela defesa do organismo e produção de anticorpos. É importante, na presença de qualquer tipo de sintoma relacionado, ou na dúvida de contaminação por DST, procurar um médico.

Dentre tantas DSTs que existem, há aquelas que são mais perigosas para as mulheres:

AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida): É uma das doenças mais conhecidas e temidas atualmente. A síndrome é provocada pelo vírus HIV e é bastante perigosa, pois atinge diretamente o sistema imunológico, responsável pela defesa de todo o organismo. Pessoas portadoras do vírus são chamadas de “soropositivas”. Algumas delas podem passar anos carregando o vírus, mas sem desenvolver a AIDS – doença propriamente dita. Porém, são capazes de transmitir o vírus a outras pessoas. Muitas vezes o indivíduo nem sabe que é portador do HIV, o que, infelizmente, facilita bastante sua propagação pela população.

Quando alguém é portador da infecção por HIV, inicia um processo de imunodepressão, no qual seu sistema imunológico fica deprimido e suscetível a desenvolver doenças oportunistas, causadas por vírus, bactérias, protozoários, fungos, e até mesmo neoplasias. Muitas vezes uma simples gripe pode ser o suficiente para agravar firmemente o quadro de saúde do paciente, pois seu corpo não consegue realizar o processo de
defesa contra micro-organismos invasores.

HPV: A infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano) é a mais comum em todo o mundo. Muitas vezes ela se apresenta de forma assintomática ou transitória, se curando espontaneamente pela ação do próprio sistema imune. Quando presentes, seus sintomas estão relacionados com o surgimento de verrugas de pele e genitais, conhecidas como “condiloma acuminado”.

A grande preocupação relacionada com a doença se dá quando se desenvolve uma infecção permanente pelo vírus, que pode levar ao câncer de colo de útero – o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres brasileiras.

O exame Papanicolau, que se baseia em uma análise citopatológica, isto é, das células do colo do útero, é muito importante de ser feito anualmente, pois é ele que aponta a presença do vírus na região.

Hepatites B e C: Também são doenças causadas por vírus. Seus quadros podem apresentar-se bastante variados, tendo desde formas assintomáticas, sintomáticas até fulminantes. O principal perigo está relacionado com a possibilidade de gerar infecções crônicas e cirrose hepática – lesões sérias que levam à perda da função do fígado. Pode também levar a complicações como hemorragia digestiva, ascite, encefalopatia hepática e peritonite bacteriana. Seus principais sintomas, quando existentes, incluem náuseas e vômitos, icterícia, dor abdominal e febre.

Sífilis, Clamídia e Gonorréia: Essas três infecções, juntas, são responsáveis pelo contágio de 200 milhões de pessoas por ano. Elas são causadas por bactérias e o grande problema é que as pessoas estão ficando resistentes aos antibióticos utilizados em seus tratamentos. Por exemplo, no caso da Gonorreia, órgãos mundiais da saúde já afirmam que existem linhagens da doença que já não respondem a nenhum tipo de medicamento conhecido no mercado.

Tais doenças, apesar de às vezes mostrarem-se assintomáticas, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas de saúde graves a longo prazo, como: gravidez ectópica, abortos espontâneos, inflamações na região pélvica, infertilidade e aumento do risco de infecção por HIV e Cervicite.

Cervicite: É a inflamação do colo uterino. Geralmente a doença apresenta-se assintomática, mas também pode incluir sintomas como sangramento após relações sexuais e corrimento com pus). As mais importantes causas da Cervicite são as DSTs Clamídia e Gonorreia. 

Quando não tratada adequadamente, pode se estender ao endométrio e às trompas, causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), cujas sequelas podem ser: dor pélvica crônica, gravidez ectópica e infertilidade. 

TRATAMENTO – Para doenças como HPV e Hepatite B, já existem vacinas
disponíveis com alta eficiência de prevenção. Porém, para as demais doenças, o uso de preservativos ainda é o método mais eficaz para reduzir os riscos de adquirir uma DST ou transmiti-la para outras pessoas.

Apesar das DSTs terem como a principal via de transmissão o contato sexual, algumas delas podem se propagar por outras formas de contágio. O HPV, por exemplo, pode ser transmitido pelo contato com as lesões e pelo uso de objetos contaminados como toalhas e roupas íntimas. Já as demais, como HIV e as hepatites, podem ser transmitidas através de agulhas contaminadas, transfusão de sangue, doação de órgãos e sêmen, durante a gravidez, parto ou amamentação.

Considerando a grande quantidade de DSTs que existem, a prevenção ainda é a melhor opção! É importante entender que a automedicação não deve ser utilizada em nenhum caso de DST. O paciente deve procurar um médico que possa analisar o caso e propor os tratamentos indicados para cada situação.

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