Apesar de toda a campanha a favor da amamentação, muita gente ainda não sabe por que o leite materno é um alimento completo até os seis meses de vida do bebê. A “amamentação exclusiva”, termo que se dá quando a criança só se alimenta do leite da mãe e nada mais – nem água – é primordial na vida do bebê até os seis meses de idade, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), e oferece todos os nutrientes e vitaminas que a criança precisa para construir um sistema imunológico saudável, além de suprir suas necessidades nutricionais e psicológicas.

Quero deixar claro aqui que não julgo as mães que não amamentaram até os seis meses, exclusivamente. Aquelas que não quiseram ou não conseguiram, têm seus motivos e eu super respeito. Este post eu escrevo para informar vocês, leitores, da importância o aleitamento exclusivo até os seis meses, um assunto tão falado.

Vamos lá!

Segundo Lavínia Springmann, Consultora da Amamentação da NUK, o leite materno é um alimento completo, que fornece inclusive água e fatores de proteção contra infecções comuns durante a infância, além de ser isento a contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança. Bebês nascidos no período estimado são suficientemente hidratados e não necessitam de líquidos além do leite materno, mesmo com a pouca ingestão de colostro (o “leite amarelado”) em seus dois ou três primeiros dias de vida.

A amamentação exclusiva é recomendada por oferecer maior proteção contra infecções. As chances de diarreias podem aumentar consideravelmente quando a criança recebe, além de leite da mãe, qualquer outro alimento ou complemento, incluindo água e chá. Sob o ponto de vista nutricional, a complementação precoce é desvantajosa para a nutrição da criança, pois além de reduzir a duração do aleitamento materno, também prejudica a absorção de nutrientes importantes existentes no leite materno, independente do número de mamadas. Não há evidências de que exista alguma vantagem na introdução de outros alimentos antes de quatro meses que não o leite humano na dieta da criança.

Outro ponto importantíssimo: O sistema digestivo e o rim do bebê ainda são imaturos antes dos seis meses, o que limita a sua habilidade de manejar alguns componentes de alimentos diferentes do leite materno. Devido à alta permeabilidade do tubo digestivo, a criança corre o risco de apresentar reações de hipersensibilidade a proteínas estranhas à espécie humana. O rim imaturo por sua vez, não tem a capacidade necessária de concentrar a urina para eliminar altas concentrações de solutos provenientes de alguns alimentos. Aos seis meses a criança encontra-se num estágio de maturidade fisiológica que a torna capaz de lidar com alimentos diferentes do leite materno.

Acho válido sabermos disso para as mamães tentarem amamentar pelo menos até os seis meses, exclusivamente, seja diretamente no peito, seja tirando o leite e dando através da mamadeira. Aproveitando a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que vai de 1 a 8 de Agosto. Eu apoio a amamentação, pois apesar das dificuldades é um ato que vale muito a pena tentar. Ao menos tentar. Se não der, ok, sem crise 🙂

Amamentei minhas duas filhas (inclusive já fiz um post com dicas de amamentação) por muito tempo (Rafaela até 1 ano e Cecília até 10 meses – as duas até os 6 meses exclusivamente) e faria o mesmo se tivesse um terceiro bebê.

Beijos amores!!

 

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