Esses dias recebi um material sobre Síndrome Nefrótica, termo que eu nunca tinha ouvido antes, mas que vale para deixar um alerta aos papais, mamães e cuidadores. Seu filho apresenta inchaço recorrente nas pernas, barriga e ao redor dos olhos? Pode ser um sinal da Síndrome Nefrótica, conhecida como um conjunto de sinais e sintomas, que aparece na infância com o inchaço comum ou progressivo por todo o corpo.

O alerta é da Fundação Pró-Rim, referência nacional em tratamento e transplantes renais. Segundo Dr. Artur Ricardo Wendhausen, médico nefropediatra, a presença do edema (inchaço) é uma das características de que os rins não estão funcionando de maneira adequada, ou seja, estão perdendo a capacidade de reter proteínas filtradas na urina. Como a quantidade de proteínas eliminadas na urina é grande, o nível de proteínas sanguíneas diminui e assim resulta no inchaço progressivo. “Sempre que uma criança tiver um inchaço recorrente ou crescente nas pernas, barriga e na região periorbitária – ao redor dos olhos -, os familiares devem procurar o serviço médico para um diagnóstico diferencial, com base em doenças que causam esse inchaço”, explica o médico.

Mas e crianças fofinhas, com pés em formato de bisnaguinha? rsrs… Minhas filhas mesmo são assim kkkkk. Bom, para sabermos diferenciar gordurinhas de inchaço, a dica é apertar a região com os dedos em forma de pinça por dois segundos e soltar. Se a marca do dedo permanecer durante três segundos, é sinal que há líquido retido nos tecidos periféricos. Se isso não acontecer, é gordura.

A identificação da síndrome é feita por exames laboratoriais. Agora, vocês devem estar se perguntando: O que causa a Síndrome Nefrótica? Qualquer criança pode desenvolver a doença???

As causas da doença podem ser congênitas, o que é mais raro, e/ou adquiridas por um problema de saúde secundário, por doenças infecciosas, como hepatite, AIDS, ou doenças sistêmicas, como a Lúpus. Existem casos que a doença foi transmitida geneticamente. Mas na infância, a síndrome se apresenta muitas vezes de forma idiopática, em palavras leigas: por uma causa desconhecida.

Para o tratamento da Síndrome Nefrótica, segundo o nefropediatra, é possível adotar uma série de medidas clínicas que contribuem para a redução da proteinúria e para a melhor conservação renal do paciente. O tratamento inicial é sempre com o uso de corticóide. O médico enfatiza que, assim como outras doenças crônicas, se não tratada pode evoluir para a perda total da função dos rins em longo prazo. “A boa notícia é que 80% das crianças acometidas pela síndrome conseguem se recuperar ao longo da vida, se iniciarem o tratamento já nos primeiros sinais”, finaliza.

Fica mesmo um alerta para prestarmos atenção a quaisquer sinais que fujam do normal das crianças. Sem muita “nóia”, mas sempre observando os pequenos e quando necessário levá-los ao médico para evitar possíveis transtornos, né!? 🙂

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