No meu círculo de mamães e papais de filhos pequenos, seja entre amigos, parentes ou pessoas com quem convivo, uma das maiores reclamações que escuto – e com as quais me identifico – é sobre a tosse noturna em crianças. De fato, é muito comum, e eu presencio isso aqui em casa. A criança passa o dia disposta, brincando normalmente, tossindo só de vez em quando, mas à noite, ou ao deitar, aparece uma crise de tosse que não pára. A Rafaela já chegou a vomitar de tanto tossir. Já teve crises terríveis de tosse em plena madrugada.

Mas existe uma explicação simples e lógica para a tosse noturna em crianças, temida por nós pais e mães que sonhamos por uma noite bem dormida, pois nessas crises ninguém na casa descansa – nem os pais, nem a própria criança. Para tirar algumas dúvidas sobre a tosse para este post, eu entrevistei o Dr. Renato Kfouri, médico Infectologista Pediátrico. Segundo ele, a tosse noturna é uma questão postural. “Pelo fato da criança estar deitada durante a noite, as secreções do nariz e dos seios da face escorrem para a garganta e desencadeiam a crise de tosse, que nada mais é do que um mecanismo de defesa do organismo para combater essas secreções“, explica ele. “Além disso, ao entardecer o corpo diminui os níveis do hormônio cortisol, o que também piora a tosse”, diz Dr. Kfouri.

A conclusão que eu cheguei, com essa explicação do Dr. Renato Kfouri e com minha própria experiência aqui em casa é que, na maioria das vezes a tosse noturna acontece quando a criança está resfriada ou gripada, com narizinho escorrendo, produzindo  secreções nas vias respiratórias. Esses resfriadinhos, comuns em crianças pequenas que vão à escola, devido à baixa resistência nessa idade (até os 5 anos mais ou menos) não causam indisposição, nem febre, mas sim as crises de tosse. Então, o que fazer para resolver este problema? Automedicação, de jeito nenhum! Mas sim paciência, pois esses resfriados duram de 3 a 7 dias. Enquanto isso, soluções caseiras são bem vindas, de acordo com Dr. Kfouri, como inalações com soro fisiológico (eu fiz um post sobre um inalador topíssimo que é novidade no mercado), lavagem do nariz com soro, ingestão de bastante líquido (de preferência água), que fluidificam as secreções de forma natural e também hidratam. “Xaropes caseiros com mel, própolis e guaco, são efeitos terapêuticos que mal não fazem e podem funcionar sim”, diz ele.

Quando a tosse persiste e passa de uma semana, aí sim chega a ponto de entrar com medicamentos, mas antes deve-se consultar o médico, claro, para saber a causa da tosse. “Existem dezenas de causas para essas tosses, desde as infecciosas até quadros alérgicos. Imagina, por exemplo, você dar um antialérgico para uma tosse de resfriado? Ou um remédio que melhora os sintomas de resfriados para uma tosse que pode ser de pneumonia? Começou a prolongar muito a tosse ou vem acompanhada de febre e de piora do estado geral, precisa ser investigada”, orienta o médico.

Outra coisa que o Dr. Kfouri me esclareceu foi sobre os mitos que nossas avós sempre falam, de pegar friagem, andar descalço, dormir com o cabelo molhado, tomar sorvete, etc. “Nada disso, isoladamente, faz alguém tossir. O frio, de uma maneira geral, quando passa por nossas vias aéreas, paralisa um pouco os cílios de defesa presentes no muco das vias, o que faz aumentar a tosse. Mas ali já existe um motivo, já existe uma secreção. Assim como nos refreados. O frio não causa resfriado. O vírus causa, mas o frio pode atrapalhar as defesas do organismo”, explica.

Gostaram do post? Achei bem esclarecedor. Espero ter ajudado papais e mamães agora nessa época do ano que tanto aparece a tosse noturna em crianças!

Beijos

 

 

 

 

 

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